Um dos conceitos que caracterizam uma oração sem sujeito é a presença de verbos que indicam fenômenos da natureza. Ex: chover, ventar, nevar, anoitecer, etc.

No entanto, há uma exceção pouca conhecida dos candidatos a concursos públicos. Qual seja: pode haver sujeito em uma oração que possua verbo indicando fenômeno da natureza. Explico:

Evanildo Bechara, o ilustre gramático, nos afirma que:

 

Se o verbo, por si só, indicar todo o fenômeno da natureza, não haverá sujeito.

Exemplo:

Choveu bastante ontem“. Nesse exemplo, o verbo chover, por si só, traz todo o conceito mental de uma chuva: o céu nublado, a água caindo, os trovões e, para os namorados, o sono bem acompanhado.

Agora observe o exemplo 2:

Choveu granizo ontem à noite“. Ora, estamos diante de um verbo que indica fenômeno da natureza (chover), todavia, esse verbo é pessoal e, por consequência, há sujeito na oração.

Explico: no exemplo acima, o verbo, isoladamente, não traduz o conceito de chuva popularmente conhecido, pois há um especificante junto a ele (granizo). Dessa forma, “granizo” é o sujeito da oração.

  • O que choveu? Resposta: granizo.

Confira mais no vídeo abaixo: